Esta semana houve um acidente com duas vítimas fatais com um avião pousando em Lukla no Nepal.
Não tive como não recordar da minha experiência neste aeroporto e lembrei de escrever esta matéria contando como havia sido meu voo pra lá o ano passado para dar início ao trekking ao Campo Base do Everest.
Tomar a decisão de fazer o trekking ao Campo Base do Everest não é tão simples assim.
Além de todos os preparativos físicos e a adrenalina do desafio, é importante levar em conta se você tem medo de avião.
Para chegar ao ponto de partida do treeking, é necessário voar de Kathmandu à pequena cidade de Lukla em um avião que mais parece uma “kombi com asas”, super antigos e pousar no aeroporto mais perigoso do mundo.
Sim, ele é o número 1 da lista. Temido por todos os pilotos. Só os muito experientes estão aptos a fazer este voo.
Localizado a 2700m do nível do mar, sua pista tem 527 metros de comprimento, 20 metros de largura, inclinação de 11 graus e está entre uma enorme montanha que se eleva a 900 metros em uma de suas cabeceiras.
A nossa ida de Kathmandu para Lukla foi bem tensa. Entramos no avião e apertamos os cintos por três vezes em um período de 6 horas e o avião não pode decolar por mau tempo em Lukla.
O tempo na cadeia de montanhas dos Himalayas é complicado, eles mudam a cada instante. Fortes ventos também são complicadores de decolagens e aterrissagens. Três abortadas de decolagem, no total foram 12 horas de espera e tivemos que retornar ao hotel e tentarmos voar no dia seguinte, com sucesso.
A viagem dura mais ou menos 50 minutos e é bem desconfortável, o avião é muito apertado, muito barulhento e quente.
Fizemos o voo pela Tara Airlines, companhia local. Eu enjoo bastante em aviões menores, achei prudente tomar um remedinho para enjoo antes de embarcar, fiz bem!
Fizemos uma ótima viagem, tanto na ida quanto na volta, mas devo confessar que nunca tenho medo algum em voar, já tive muitas experiências em aviões pequenos e até em monomotores, mas devido à fama de aeroporto mais perigoso do mundo, o frio na barriga foi inevitável!
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Fotos Flavia Pires, todos os direitos reservados.














