Menu

O melhor de Doha, a capital do Qatar

Flavia Pires
Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin

 

 

 

Banhada pelas águas quentes do Golfo Pérsico, Doha é a capital do Qatar e o centro financeiro do país, com praticamente quase toda a sua população de 1,4 milhões de habitantes vivendo ali (lembrando que a população é de 1,5 milhões). O Qatar foi até 1971, um protetorado britânico, ganhando sua independência desde esta data. A qualidade de vida em Doha é excelente, por ser uma cidade relativamente pequena e muito bem projetada.No começo do século 20, a economia do Qatar dependia da pesca e de pérolas ( foi um grande exportador para o mundo, com cerca de 35o barcos especializados). O petróleo foi descoberto no final da década de 30 e foi a salvação para o país, afundado por uma grande depressão e pobreza. Durante a Segunda Guerra Mundial, a exploração e exportação do petróleo foram interrompidas, mas retomadas em seguida, apesar de ter sido um momento bem difícil para o país. Hoje, o país produz mais de 800 mil barris de petróleo por dia. A corrida para a modernização começou na década de 70, ampliando o porto local e concluindo uma obra faraônica para aumentar a profundidade das águas da baía onde eram muito rasas, possibilitando assim, a entrada de navios maiores no porto. Na década de 80 começou então uma espécie de “competição” com os vizinhos dos Emirados Árabes em busca de modernização. Outro ponto importante que merece ser mencionado, é a construção da Cidade da Educação, no fim da década de 90, um complexo enorme em Doha que abriga diversas instituições de ensino. O Emir do Qatar junto à sua esposa, a elegantíssima Sheikh Moza, estão à frente deste projeto, assim como tantos outros liderados pela Qatar Foundation, um projeto sensacional voltado à ciência, educação e desenvolvimento comunitário, uma organização privada sem fins lucrativos, onde Mozah é a presidente. Um pouco mais adiante, em 1996, o maior canal de noticias do mundo árabe, a Al Jazeera, começou a transmitir a partir de Doha. Em 2004, eles terminaram a ilha artificial na costa de West Bay, a famosa The Pearl-Qatar, um projeto audacioso e cartão postal da cidade.Em 2003, a Qatar Foundation inaugurou a cidade da educação, um campus protótipo do futuro, trazendo “braços “de renomadas universidades de fora para fornecer programas de graduação de alto nível, compartilhar pesquisas e estabelecer empreendimentos na comunidade. A Sheikh sempre esteve ativamente envolvida na educação e em outras reformas sociais no Qatar, liderando projetos desenvolvimento nacionais e internacionais. Estive em Doha em 2013, retornei agora em 2019 e pude perceber uma transformação impressionante. O país se prepara para receber a Copa do Mundo em 2022 em grande estilo. Os estádios estão quase prontos e com uma estrutura de cair o queixo. A cidade se prepara com abertura de muitos hotéis, restaurantes, shoppings, prometendo ser um dos grandes centros de arte, cultura e entretenimento do Oriente Médio.

COMO IR:

Voando Qatar Airlines, sem sombra de dúvidas! Eles tem voos diários saindo de Guarulhos em São Paulo e é considerada uma das melhores cias aéreas do mundo. Perfeito para você fazer um stop over em Doha antes de seguir viagem para a Ásia. Fora que o Hamad International Airport  é um espetáculo, um verdadeiro centro de entretenimento que você nem vê as horas passarem. A cabine da Executiva do 777, a chamada “suíte” foi premiadíssima e considerada uma das melhores do mundo, vale muito conhecer. A econômica também está entre as melhores do mundo. Brasileiros não precisam de visto para visitar o país!

QUANDO IR:

Tal como os Emirados, os verões (junho à setembro) são abusivos de quente, chega a fazer 50 graus. Recomendo visitar o Qatar de novembro à abril, quando as temperaturas estão mais amenas.

O QUE LEVAR NA MALA:

Tal como nos Emirados Árabes, Doha é cosmopolita, recebe muitos turistas, mas lembre-se que por ser um país islâmico, não use roupas justas, decotes, ombros e pernas de fora. Eu sigo a risca o dresscode nestes países. Acho uma ofensa não respeitar. Principalmente porque a maioria das mulheres locais estão cobertas dos pés a cabeça. O verão é absurdamente quente, opte por vestidos longos fluidos de tecidos leves. E sempre um xale na bolsa por conta do ar condicionado, geralmente congelando dentro dos lugares.

ONDE SE HOSPEDAR:

Sem sombra de dúvidas, no novíssimo MANDARIN ORIENTAL DOHA, que fica em uma área nova da cidade chamada Msheireb Downtown, um complexo com vários restaurantes e escritórios, a poucos passos do Souq Waquif, o mercado local. O hotel traduz a cultura local de uma forma única, através de releituras de seus símbolos e crenças, criando uma atmosfera difícil de traduzir em palavras. Isso sem contar na hospitalidade e um serviço de excelência,  sempre quando pensamos na arte de receber. Os hotéis da rede Mandarin Oriental se destacam mundo afora por terem essas qualidades no seu DNA. Veja aqui minha review completa com todos os detalhes da minha estadia no Mandarin Oriental Doha.

 

COMO SE LOCOMOVER:

Uber funciona super bem e Doha é MUITO segura. Pode transitar sem nenhum problema, tanto de dia ou à noite, de carro ou a pé mesmo. O Mandarin Oriental também diponibiliza carro e motorista para seus hóspedes, cobrados a parte.

PASSEIOS NA CIDADE:

A história do país é contada de uma forma sensorial, no novíssimo NATIONAL MUSEUM OF QATAR, projetado pelo francês Jean Nouveal, o mesmo arquiteto do Louvre de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes. O museu foi aberto em março de 2019 a um custo estimado em Us$434 milhões. Sua arquitetura impressiona, representando a rosa típica encontrada na região do deserto do país. A forma como o arquiteto pensou em contar a história tão rica deste país é surpreendente! Através de painéis gigantes, você viaja e interage o tempo inteiro com a cultura e história local de uma forma única em 11 galerias. Vídeos através de imensas projeções,  galerias de objetos expostos de maneiras muito inusitadas, surpreendem o tempo inteiro. Isso sem falar nas áreas dedicadas às crianças, interagindo com tantos estímulos. Se você também ama lojas de museu como eu, vale conferir e se esbaldar nas duas lojinhas incríveis, uma para adultos e outra especialmente para as crianças, com ítens super exclusivos e bem diferenciados. Você certamente irá se perder um bom tempo por ali. O museu também tem um restaurante e uma cafeteria bem gostosos. Uma dica: Saindo dali, você pode aproveitar para conhecer o MIA, Museum of Islamic Art, que fica na frente e aproveitar para ver o por do sol de lá, que é super lindo. O sol se põe bem na frente do museu, que está às margens do Golfo. Aproveite os dois terraços ao ar livre ( acessos pela esquerda e direita) ainda quando você estiver dentro do museu, para assistir ao sunset, as fotos ficam lindas! Eles tem um ônibus que fazem a ligação entre os dois museus a cada meia hora. Dá pra ir caminhando, é um “perto longe”, sabe?!  E o calor é grande…

MIA- MUSEUM OF ISLAMIC ART O projeto do chinês Leoh Ming Pei (leia-se o Bank of China em Hong Kong, o Museu de História de Berlim, o Memorial Kennedy em Boston e a ampliação do Louvre em paris) é bem arrojado e preza por formas retas, porém sem esquecer um minuto sequer em interagir com a cultura islâmica. O saguão principal é grandioso com um pé direito altíssimo, o que por fora você nem imagina a dimensão de seu interior. Escadarias e vãos livres dão imponência e ao mesmo tempo, sobriedade e modernidade. Uma cúpula no teto praticamente hipnotizante e um painel imenso de vidro cercado por um café, trazem muita luz natural ao projeto. São diversas salas distribuídas nestes três andares com um acervo impressionante de artefatos, manuscritos, tecidos, tapeçarias, cerâmicas e jóias que representam a  arte islâmica reunidos pelo país e originários da Espanha, Egito, Iran, Iraque, Turquia , Índia e Ásia Central. Não deixe de conferir a loja do museu, excelente! O último andar do museu está o restaurante do Alain Ducasse, projetado pelo francês Philippe Starck. O projeto interage completamente com o restante do museu, criando uma atmosfera única. Tive a oportunidade de jantar lá há seis anos e foi memorável. O único senão, foi ter feito um jantar degustação inesquecível sem bebida alcóolica, já que por estar em um museu, na religião islâmica, não é permitido beber. Tanto no Qatar como nos Emirados Árabes, bebidas alcoólicas só são servidas nos hotéis.

Fachada do museu

Pé direito altíssimo

A cúpula com luz natural

Passarelas que atravessam o enorme vão livre

O acervo está muito bem exposto em diversas salas em 3 andares:

O por do sol mais lindo visto dos terraços laterais do museu:

Jantar no Alain Ducasse:

 

MSHEIRAB MUSEUM É um museu relativamente pequeno, que conta a história do Qatar de uma forma muito interativa. Ele fica entre o hotel Mandarin Oriental onde estava hospedada e o Souq Waquif. Como passei na porta, decidi entrar para conhecer. A entrada é gratuita e você pode fazer o tour guiado como fones de ouvido. Confesso que dei uma pincelada, pois o grande highlight é o National Museum of Qatar que mostrei acima. Esse não dá pra perder por nada!

PASSEIO DE BARCO PELO GOLFO PÉRSICO:

Um programa bem legal em Doha é fazer um passeio de barco pelas águas do Golfo Pérsico. Bem ao lado do Museu de Arte Islâmica, tem uma marina onde você pode pegar os barcos. O site www.getyourguide.com.br tem vários passeios que você pode fazer pela internet ou peça para o concierge do seu hotel te ajudar com as reservas.

EQUESTRIAN CLUB Se você é amante de cavalos, deve visitar o centro de treinamento  para ver cavalos e camelos sendo treinados, um programa bem diferente!

PASSEIO NO DESERTO: Como eu já fiz duas vezes em Dubai e Oman, eu pulei o de Doha, mas caso você não conheça outro deserto, acho que se você estiver com tempo, sempre é divertido.

COMPRAS:

SOUQ WAQUIF O mercado local de Doha é bem central e fácil de caminhar. Ele é coberto com várias lojas na parte interna e externa. Vale se perder por um tempinho por ali, apesar de não ter grandes achados na minha opinião. Não é desses mercados que. agente enlouquece como a Medina em Marrakech ou o Grand Bazaar em Istambul, não chega nem perto. Mas sempre é bom dar um giro, ter contato com o povo local, ver o artesanato e ficar mais próximo à cultura do país. Da outra vez que estive em Doha em 2013, eu estava com amigas. Desta vez, fui sozinha ao Souq e foi super tranquilo, mesmo com apenas homens trabalhando no mercado inteiro. O ambiente é 100% masculino e eles são muito gentis e respeitosos em relação às mulheres. Vá vestida de acordo e não terá nenhum tipo de problema.

 

Os shoppings em Doha ainda são bem tímidos, comparados ao de Dubai, não vá esperando grandes coisas…

VILLAGIO MALL Marcas internacionais como Gucci, Fendi, Tiffany, Miu, Miu, Louboutin, Marks & Spencer, Zara, H&M, Gap, Decathlon, as mais legais. O restaurante japonês Katsuya famoso em Miami e Los Angeles, abriu recentemente no shopping.

RESTAURANTES:

Vale lembrar que assim como nos Emirados Árabes, por conta da religião islâmica, o consumo de bebidas alcoólicas só é permitido nos hotéis. Por isso, os bons restaurantes ficam dentro dos melhores hotéis da cidade. Se optar por comer em um restaurante na rua, saiba que os drinks estarão proibidos!

SPICE MARKET (asiático) Localizado no W Hotel, esse restaurante com especialidade no sudeste asiático vem abrindo filiais pelo mundo todo (a primeira foi em NY nos anos 90), já freuqntei muito o de lá e também o de Londres e é sempre uma boa pedida! O Miso Glazed Black Cod e o Vietnamese Chicken Curry são divinos.

MARKET BY JEAN-GEORGES (internacional) Um toque franc6es no cardápio, com Seteak Tartare, Beef Robespierre, o brunch lá é bem concorrido. Uma ótima opção para almoço, os pratos são leves e muito saborosos.Dentro do W Hotel.

HAKKASAN (asiático) Sou dessas que sempre peço a mesma coisa quando vou ao Hakkasan pelo mundo: Crispy Duck Salad e Dumplings, não tem erro! O restaurante de Doha fica no St Regis.

NOBU (japonês) Vale conhecer o de Doha, não pela comida, padrão em todos os restaurante Nobu mundo afora, mas a arquitetura do restaurante no hotel Four Seasons é demais!!!!!! Vale muito a visita! Voc6e pode marcar um jantar mais cedo e curtir o por do sol de lá!

NOZOMI (japonês) Fica no hotel Kempinsky e é uma boa opção de comida japonesa.

LA SPIGA BY PAPER MOON  (italiano) Pra variar um pouco e pedir uma bela pasta! As trufas dão a caras por lá quase que o ano inteiro!

IDAM- ALAIN DUCASSE (alta gastronomia) Foi o restaurante que mencionei acima, dentro do MIA, o Museu de Arte Islâmica! Lembrando que não há bebida alcóolica por estar em um museu. Fiz o menu degustação e foi incrível. Aproveitei a oportunidade para provar carne de camelo, bem saborosa. mas também, era o Alain Ducasse, né?

MORIMOTO (japonês) Eu adoro o de NY, e aqui em Doha, ele fica no lindo Hotel Mondrian!

CUT BY WOLFGANG PUCK (americano) perfeito para um brunch no domingo, o restaurante serve do café da manhã até o jantar com um extenso cardápio bem americano. Fica dentro do hotel Mondrian.

NUSR-ET (carnes) O chef turco mais famoso do mundo abre suas portas em Doha! Com seus cortes impecáveis que conquistaram a principais metrópoles do mundo, a chegada em Doha coroa seu sucesso. O restaurante fica no Sheraton Grand.

 

Fotos Flavia Pires e divulgação.

 

 

 

 

 

Explore também:

Traduza