Como manter a forma durante as viagens

Por: Flávia Pires 26 março, 2019

 

 

 

 

Uma das perguntas mais recorrentes que recebo quando estou viajando é: Como não engordar durante as viagens?

Devo confessar que é sempre um desafio pra mim, amo comer, beber e luto com a balança a vida toda. Engordo muito fácil, sou dessas que pisquei, engordo 2 kg em um fim de semana comendo fora e bebendo. Com a proximidade dos 50 anos (tenho 48) e das mudanças hormonais por conta da menopausa (tenho lido bastante sobre isso, apesar de ainda não ter entrado nesta fase) pude perceber, inclusive vendo amigas nesta fase, é que se você entrar nesta etapa com sobre peso, é um caminho praticamente sem volta. NUNCA mais seu corpo vai voltar, é FATO. Vai ganhar aquele ar “matrona” pra sempre. E eu sou grandona e com tendência, se não me cuidar, vou embarcar nessa. Sempre me cuidei muito, mas sou aquela “falsa magra”, era manequim 40/42. Há dois anos comecei uma nova rotina de cuidados e tem dado certo, tenho usado algumas táticas que tem funcionado super bem (manequim 38/40), principalmente durante as viagens. Tive uma experiência maravilhosa no LAPINHA SPA perto de Curitiba  ( veja AQUI a matéria), mudei muitos hábitos que foram fundamentais e me ajudaram muito.

O que eu mudei pra valer no meu dia a dia:

1- Cortei lácteos: tomava muito iogurte (mesmo light, diet, etc…) queijos (aboli todos menos mozzarella de búfala e queijo de cabra). Foi bem difícil no começo, porque amava iogurte, queijos e derivados. Mas acabei me acostumando e consegui com isso uma digestão bem melhor e reduzir gordura abdominal, hoje não sinto falta alguma! Mas não fiquei radical, outro dia em uma viagem tinha um queijo Brie maravilhoso e comi sem culpa. Devorei uma pizza em algum aeroporto desses pelo mundo e fui bem feliz rsrsrs, dou umas escorregadas saudáveis de quem vive a vida.

2- Reduzi muitíssimo o glúten da minha vida. Hoje é muito fácil, tem praticamente tudo sem glúten, e coisas bem gostosas, apenas você tem que se organizar com as compras para ter sempre em casa estes produtos. Dá trabalho e é caro, mas garanto que é um investimento excelente na sua saúde.

3- Aprendi no Lapinha a não tomar nenhum tipo de líquido durante as refeições, isso facilita muito a digestão e a circunferência abdominal. Outra coisa que aprendi lá e incorporei foi sobre a mastigação: mastigo cada garfada pelo menos umas 20 vezes. É difícil, é chato, mas você reduz sensivelmente a quantidade de comida ingerida, fica saciado muito mais rápido. Obviamente é difícil se está em uma refeição de trabalho ou  com amigos e mesmo no dia a dia conversando com a família durante as refeições, mas dá pra tentar ir melhorando e praticando, até se tornar um hábito. O máximo que você conseguir, será um ganho e o legal é que você percebe a saciedade claramente e começa a lutar por ela rsrsrs. Aquelas pessoas que você inveja que comem pouco e ficam satisfeitas!

4- Comecei a fazer o jejum intermitente há um ano e meio. Janto às 19 horas e depois só vou comer depois do meio dia. Fico 16 horas sem comer. Esse foi o “pulo do gato” pra mim. Me adaptei facilmente (foi difícil na primeira semana, logo depois acostumei). E treino na academia em jejum sem problema algum. Faço isso três dias na semana inclusive durante as viagens. Foi uma forma que encontrei de manter meu peso e tem dado MUITO certo. Fiz todo o processo com acompanhamento médico da minha ortomolecular.

5- Aumentei consideravelmente a ingestão de proteínas, principalmente à noite.

6- Academia TODOS os dias. Em viagem é muito difícil conciliar isso, se estou em cidades grandes, deleto academia porque sei que provavelmente vou andar muito. Mas se estou em viagens de praia, hotéis tipo resort, vou TODOS os dias, como uma espécie de rotina. Minhas últimas viagens com hotéis deste perfil: Bali e Maldivas. Não tem erro, você pode comer e beber com muito mais tranquilidade.

7- Couvert e sobremesa foram abolidos da minha vida. Tenho sorte, porque não sou de doces, troco tudo por um pão com azeite e um drink. Cada um tem seus pontos fracos e o importante é reconhecer-los e fazer a lei infalível da compensação. Comeu um dia, não coma no dia seguinte. Assim você vai se ajustando.

8- Café da manhã de hotel: sofrimento pra maioria das pessoas que amam café da manhã farto. Como faço o jejum três dias da semana e sigo durante a viagem: Faço apenas excessões se for um dia difícil da viagem o qual estaremos em trânsito e não sabemos a que horas e se vamos almoçar, aí libero. Uma opção interessante é pedir café no quarto. Peço um omelete de claras, um expresso duplo e fico satisfeita, assim não saio da dieta e da tentação da “maldição do buffet”. Mas caso a viagem não permita  e você não queira se sentir anti- social, vá ao buffet, mas faça escolhas saudáveis. Hoje a maioria dos bons hotéis tem pães sem glúten, ovos, frios e opções low-fat. Costumo comer tomates assados e mushrooms (excelente fonte de proteína), pra dar uma incrementada no meu omelete, praticamente um almoço. Incorporei também o salmão defumado no meu café. Se tiver então uma torrada com abacate junto, estou feliz da vida!

9- Sempre tomar muito líquido durante o dia, principalmente nas viagens.

10- Comida de avião: outro problema. Tenho comido cada vez menos durante os voos. Eu sou muito boa de garfo e sempre fui dessas que não reclamo de comida se estou com fome. Já encarei muita “chicken or pasta” nas econômicas da vida sorrindo. Hoje estou bem mais seletiva depois que comecei meu plano “chegar aos 50 com dignidade”rsrsrs. As salas Vips costumam ter saladas e sopas,  como bem antes de embarcar e nem janto no voo, isso tanto faz se estou de executiva ou econômica. Tenho evitado beber também nos voos, chego bem menos inchada. Eu costumo dormir bem nos voos em qualquer classe, sou boa de sono. Tomo o máximo de água possível para hidratar. Outro dia me deram um upgrade para a Primeira Classe, obviamente fui tomando champagne o voo todo e não recusei nada!

11- Não sou radical com nada disso que estou compartilhando com vocês. Apenas, fiz hábitos que tento seguir o máximo, dentro das possibilidades. Detesto radicalismos e gente chata viajando, cheia de frescura. Quem tem frescura não pode viajar e conhecer o mundo, fica indo pra Miami, certo? Fiz um trekking na Mongólia há um ano e meio onde passei doze dias comendo carne de ovelha fria, pão de forma velho com margarina, miojo e batata. Eu me adapto a tudo e não tenho frescura. A vontade de viver aquela experiência é maior do que tudo. Durante as viagens eu experimento absolutamente todo de comida, sou uma curiosa da vida. Amo um mercado local, como de gafanhotos na China à carne de Urso no interior da Romênia. Esse é o grande “barato”da vida, o equilíbrio.

E que tal passar comigo uma semana no LAPINHA SPA de 19 a 26 de maio?

Um convite para embarcarmos juntos em uma imersão de bem estar e cuidados com o corpo durante uma semana!

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Tenho certeza de que vocês vão AMAR!