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Petra

Flavia Pires
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Seus templos e túmulos entalhados na pedra, muito bem preservados, circundavam uma próspera metrópole. Tinha havido ocupação humana no local desde a pré história, mas, antes dos Nabateus, Petra era apenas mais um bebedouro do deserto. Entre os séculos III a.C. e I d.C, eles ergueram uma cidade magnífica e tornaram centro de um vasto império comercial. Em 106 d.C, Petra foi anexada por Roma. O cristianismo chegou no século IV, os muçulmanos, no séculoVII, e os cruzados no XII. Depois a cidade ficou esquecida, até J.L.Burckhardt redescobrí-la em 1812, sendo o primeiro ocidental a entrar em Petra.

A avenida principal após a bilheteria, começa a nos dar pistas do que vem pela frente:

Para chegar ao siq, o estreito desfiladeiro que leva à Petra, é preciso caminhar 900m pelo amplo vale chamado Bab el-Siq e é uma caminhada fascinante, permeada por canais de água cortados na rocha, desenhos, nichos escavados com a silueta desgastada de antigas divindades, pedras de pavimentação e escadarias que dão em lugar algum.

À medida que desce, o Siq se estreita e no ponto mais fundo e escuro, abre-se repentinamente para o mais emocionante monumento de Petra: o Tesouro.

A sensação é indescritível, quase um choque quando ele é totalmente revelado! A figura central pode ser Al-Uzza, deusa da fertilidade de Petra. As marcas de bala são atribuídas a beduínos que tentaram saquear tesouros ao longo dos anos. Aproveite para tirar fotos, dar uma voltinha de camelos!

O colorido de tudo é fascinante…

Estas fachadas monumentais esculpidas na montanha do lado leste de Petra, criam uma paisagem única quando vistas de longe.

As rochas tem cores e texturas diferentes, formando um visual incrível.

Comprinhas pelo caminho, artesanato local bem interessante…

Sobe e desce o tempo todo, tem que ter preparo físico! Mas o visual compensa que você  até esquece o calor ou qualquer desconforto. Neste momento, fizemos uma parada técnica em um restaurante no meio deste vale onde almoçamos uma comida deliciosa, banheiros limpos e uma breve pausa para o calor extenuante.

Agora começa outra maravilha que são os Túmulos Reais, o primeiro da sequência é o Túmulo da Urna, que em 447 d.C tornou-se uma igreja. Dois dos recessos da parede de trás foram unidos para criar uma abside. Uma inscrição em grego registra a consagração.

A subida é pesada, já estamos bem cansadas…

E só de pensar em ter que voltar…recorremos aos burros para dar uma forcinha na volta, mas só um trecho pequeno…mas já ajudou a descansar as pernas. Foram 9 km ao todo e o dia inteiro, das 8 da manhã às 5 da tarde caminhando. O visual lá de cima é bonito, mas as montanhas escondem os imensos vales, sinceramente acho que não vale a caminhada até o ponto mais alto.

Dicas: Maio é um excelente mês para conhecer esta região. Muito protetor solar e chapéu, o calor é forte. Compre água e use banheiro sempre que esbarrar por um, nunca se sabe qual será o próximo…roupas leves e confortáveis…vocês vão me achar louca por ter ido de sapatilha, mas eu faço TUDO de sapatilha, só uso tênis para academia, mas neste caso, dou o braço a torçer que “invejei” minhas amigas de tênis…olha o estado dela pisando por horas em areias escaldantes…foi direto pro lixo.

Em Petra ficamos duas noites no hotel Movenpick, o melhor da cidade, super recomendo, ele fica praticamente na entrada da bilheteria do complexo arqueológico.

Quem organizou primorosamente minha viagem para Israel e Jordânia, foi a Latitudes, especializada em Viagens de Conhecimento.

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