O Zimbabwe é um país interiorano não tem saída para o mar e faz fronteira com a Zâmbia ao norte (separado pelo rio Zambeze e pelas cataratas Victoria), Moçambique a leste, África do Sul ao sul e Botswana a oeste.
Ele fica bem no coração de uma região riquíssima em natureza e cultura, formando um eixo de turismo espetacular junto com Botswana, Namíbia, Zâmbia e África do Sul.
A capital é Harare, uma cidade vibrante, com mercados locais, galerias de arte e muito da vida urbana do país.

Poucos destinos na África reúnem tanta força ancestral, natureza bruta e alma vibrante quanto o Zimbabwe. Entre ruínas milenares de pedra, tribos que mantêm viva a música dos ancestrais e uma das quedas d’água mais impressionantes do planeta, esse país do sul do continente é um convite ao inesperado.
Aqui, o tempo parece correr em outro ritmo, com pôr do sol cor de ouro, animais selvagens cruzando trilhas intocadas e sorrisos largos que acolhem o viajante como velho amigo. O Zimbabwe é daqueles lugares que você visita uma vez e leva pra sempre. Foi paixão à primeira vista!
HISTÓRIA
O Zimbabwe já foi lar de um dos impérios mais incríveis da África: o Grande Zimbábue, entre os séculos XI e XV. Esse era um centro de comércio poderoso, cheio de construções de pedra sem argamassa (as ruínas ainda estão lá, impressionantes!). Foi daí que o país tirou seu nome.
Avançando no tempo, o país foi colonizado pelos britânicos e virou “Rodésia”, nomeado por Cecil Rhodes. Depois de um longo período de dominação branca, veio a luta pela independência — e em 1980, o Zimbabwe finalmente se tornou um país livre.
Robert Mugabe foi o primeiro presidente e ficou no poder por décadas. O começo foi promissor, mas ao longo dos anos vieram crises econômicas e políticas. Hoje, o país ainda enfrenta desafios, mas também tem uma juventude criativa e resiliente que sonha alto.
A cultura do Zimbabwe é super rica e cheia de ritmo. O país tem mais de 16 línguas oficiais (sim, 16!) e o shona e o ndebele são as mais faladas.
A música tradicional é contagiante, destaque pro mbira, aquele instrumento com lâminas de metal que você toca com os polegares. Ele é central em festas, rituais e meditações. Também tem muita dança, arte têxtil e escultura em pedra (as peças esculpidas em serpentinito são super famosas!).
O Zimbabwe é casa de uma das maravilhas naturais mais impactantes do planeta: as VICTORIA FALLS, ou Mosi-oa-Tunya, “a fumaça que troveja”. Ver (e sentir!) o rugido das águas caindo com força sobre o Zambeze é um espetáculo que arrepia até a alma.
Mas há muito além: o país é um paraíso para quem busca safáris autênticos, menos turísticos. Os Parques Nacionais de Hwange e Mana Pools são reinos da vida selvagem, com leões, elefantes, leopardos e hipopótamos vivendo livres, em paisagens quase intocadas. Hwange é o maior parque nacional do país, com mais de 14 mil km² (quase o tamanho do estado de Sergipe). Fica no oeste do Zimbábue, fazendo fronteira com Botswana. É conhecido por ter uma das maiores concentrações de elefantes da África, com rebanhos que podem ultrapassar 100 indivíduos, vimos dezenas deles por toda parte, lindo demais!
Hwange é especial por sua diversidade de habitats com lindas florestas de mopane, savanas abertas e zonas áridas se misturam em um mosaico riquíssimo, o que garante uma fauna variada o ano todo. Lá você pode encontrar:
*Big Five (elefantes, leões, búfalos, leopardos e rinocerontes — embora o rinoceronte seja mais raro)
*Cães-selvagens-africanos, espécie ameaçada e destaque do parque
*Girafas, zebras, gnus, impalas, elandes
*Mais de 400 espécies de aves, ideal para birdwatchers!
WILDERNESS LINKWASHA CAMP
Eu escolhi o Wilderness Linkwasha Camp por ser um dos lodges de safári mais sofisticados e exclusivos do Zimbabwe, localizado na região sudeste do Parque Nacional de Hwange, na concessão privada de Linkwasha, próxima às famosas planícies de Ngamo. Essa localização privilegiada oferece uma das melhores experiências de observação de vida selvagem durante todo o ano, com destaque para grandes manadas de elefantes, leões, zebras, búfalos e antílopes.
A Wilderness é referência global em conservação e turismo de baixo impacto. Trabalham junto com comunidades locais, projetos de conservação de espécies ameaçadas ( como cães selvagens e rinocerontes) e toda a operação é pensada para preservar o ambiente e gerar benefícios direto às populações vizinhas.
Viajar pelo Zimbabwe é mais do que conhecer lugares: é se reconectar com a essência da África. É descobrir uma hospitalidade que aquece, uma sabedoria ancestral que ainda pulsa, e uma beleza que vai além do visual, é sensorial, emocional, transformadora.
Entre as ruínas do passado e os sonhos de um futuro mais justo, o Zimbabwe segue firme. E convida o mundo a conhecê-lo não apenas com os olhos, mas com o coração aberto.
A exclusividade do camp nos faz participar de diversas atividades cuidadosamente preparas aos seus hóspedes:
GAME DRIVES (safáris em 4×4 abertos)
*De manhã bem cedo e no fim da tarde, com guias experientes.
*Nas concessões privadas, os veículos podem sair da estrada e se aproximar mais dos animais.
*À noite, há night drives, para ver espécies noturnas como o porco-espinho, civeta, geneta e até leopardos caçando.




WALKING SAFARIS (safáris a pé):
*Conduzidos por guias armados com licença especial.
*Permitem uma conexão mais próxima com a natureza, rastrear pegadas, aprender sobre plantas medicinais e observar a savana de outro ponto de vista. Dessas experiências diferenciadas que guardamos no coração!



“STAR BED” e experiências sensoriais:
*Alguns lodges como o Linkwasha oferecem uma cama sob as estrelas, em uma estrutura isolada , pra ouvir os sons da savana à noite com segurança.
*Piqueniques no mato, drinques ao pôr do sol e até café da manhã selvagem no meio da planície.
Hwange também é conhecido pelos esforços de conservação comunitária, com destaque para:
*Manutenção de poços de água para os animais durante a seca
*Combate à caça ilegal
*Projetos de educação ambiental com jovens locais
Ah! E o povo? Quente, acolhedor, sorridente. É aquele tipo de lugar onde você sente que está sendo recebido de verdade.
Estrutura e Estilo
O lodge combina design contemporâneo com o espírito clássico de safári. São nove suítes de luxo, incluindo uma suíte familiar, todas com vista para um poço de água que atrai diversos animais. As 9 suítes possuem tetos de lona, portas de vidro do chão ao teto, decks privativos e chuveiros ao ar livre. As áreas comuns incluem decks em vários níveis, piscina, biblioteca, sala de estar e jantar, todos projetados para proporcionar conforto e integração com a natureza.









Gastronomia
Rica e diversificada, levando em conta o quão remoto estamos de uma cidade! Café da manhã farto, almoço servido ao ar livre no melhor estilo grill, chá da tarde antes de sair para o game drive da tarde e jantar sob as estrelas, com opção de sentar-se em uma mesa comunitária onde os hóspedes de diversas partes do mundo podem trocar suas experiências! Caso você seja mais tímido e queira privacidade, sem problemas, você é quem dita a regra! Todos estão o tempo todo agradando e respeitando seus desejos da forma mais genuína e sempre com aquele sorrisão no rosto!






Sundown
Todos os lodges da Wilderness oferecem experiências diferenciadas no pôr do sol. Cada dia o cenário muda e no “meio do nada”surge uma estrutura inacreditável, transformando aquele momento em algo muito, muito especial. Além dos vinhos, a África do Sul é um grande produtor de GIN e aproveitar para degustar alguns deles durante toda a viagem, que delícia!





Vida Selvagem e Atividades
A região é rica em biodiversidade, oferecendo avistamentos frequentes de leões, leopardos, cães-selvagens-africanos, elefantes, zebras e diversas espécies de aves. As atividades incluem safáris diurnos e noturnos em veículos 4×4, safáris a pé, observação de aves e visitas culturais às comunidades locais. Uma experiência única é o “Star Bed”, uma cama ao ar livre em uma plataforma elevada, permitindo dormir sob as estrelas com sons da savana ao redor.
















Sustentabilidade e Conservação
O Linkwasha Camp faz parte do portfólio da Wilderness Safaris, que investe em projetos de conservação e desenvolvimento comunitário. O lodge apoia a manutenção de poços de água durante a estação seca, beneficiando a fauna local, especialmente os elefantes. Além disso, contribui com taxas de conservação e programas educacionais para as comunidades vizinhas.






