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Sapa

Flavia Pires
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O norte do Vietnã  é coroado pelos picos serrilhados das montanhas Hoang Lien e uma topografia quase intacta, além de um cenário belíssimo de uma diversidade cultural única. As florestas intocadas e os vales das áreas montanhosas do norte e noroeste são povoados por dezenas de minorias étnicas, como as hmong, tai, dao e nung. 

Nossa viagem rumo à Sapa, nas montanhas de Hoang Lien começa em Hanói, tomando o trem noturno da estação Ga Ha Noi até Lao Cai em Sapa.

O trem é muito simples com cabines pequenas e limpas, banheiro compartilhado no vagão e a viagem dura  a noite toda. Recomenda-se levar comida, já que não possui vagão restaurante.

Com terraços de arroz e vegetação viçosa, Sapa instalou-se nas encostas orientais das montanhas Hoang Lien, também chamadas de Alpes Tonquinenses. Padres jesuítas chegaram aqui em 1918 e comentaram a vista bucólica e o clima agradável quando voltaram a Hanói. 

Por volta de 1922, Sapa já era uma estação de montanha onde os franceses construíam mansões e hotéis, transformando o local num refúgio de verão. Neste cenário, os colonizadores franceses podiam, namorar, fofocar e beber muito vinho. Esta situação durou até a Segunda Guerra mundial e a invasão japonesa de 1941. Muitas mansões e hotéis foram destruídos ou abandonados nas quatro décadas seguintes, durante as guerras com franceses e americanos. Mais destrutiva ainda, foi a Guerra Sinovietnamita em 1979, quando a própria cidade foi danificada. Felizmente, após a introdução das reformas econômicas, ou doi moi, na década de 1990 e a posterior abertura gradual do país ao turismo, Sapa ganhou novo sopro de vida. Reformulada por empreendedores locais e redescoberta por visitantes e estrangeiros, a cidade readquiriu novo brilho. Nosso guia era muito experiente e nos contou muito sobre a história de Sapa.

Nos instalamos no Hotel Victoria, o melhor da cidade. Um típico hotel de montanha, com uma comida excelente,(a colonização francesa ficou enraizada na região) e um SPA delicioso, fiz uma das melhores massagens da vida.

Fizemos todas as refeições no hotel e todas excelentes. Fomos conhecer a encantadora vila Cat Cat, apenas 3km para o sul de Sapa, onde a etnia hmong vivem em casas de barro, vime, bambu e spá, rodeadas por tonéis de líquido índigo, usado para tingir suas roupas.

O artesanato local é um dos grandes atrativos e meio de sobrevivência em Sapa.

A feirinha na praça principal de Sapa é uma delícia, bom, eu sou suspeita, amo esses mercados locais, é sempre uma forma de conhecer e penetrar na cultura desconhecida.

O trekking se tornou uma atividade concorrida na região e a maioria das caminhadas às vilas próximas, precisam ser feitas com um guia, por meio de limitado número de agências de turismo locais. Os visitantes programam a viagem para coincidir com o mercado de fim de semana, o Bac Ha, quando muitos povos da montanha se reúnem em Sapa para negociar alimentos, artesanato e até serviços, como cabelereiro e dentista…

Consultório de um dentista:

Aqui tudo é negociado:

Fiquei encantada com as roupas das diversas etnias das mulheres:

Ali pertinho do mercado, o passeio de barco pelo Rio Chaym é um programa bem pitoresco.

Visitar os lindos campos de arroz e conhecer como vivem estas famílias, diferencial nas Viagens de Conhecimento, organizadas pela Latitudes.

A fronteira com a China feita apenas por uma ponte, fica ali bem próximo, vale à pena conhecer.

A sudoeste da cidade fica o morro Ham Rong ( mandíbula do Dragão). Uma subida suave que atravessa algumas pedras e grutas até o topo, de onde se veem os vales arborizados abaixo, salpicados de vilas coloridas.

Três dias foram suficientes para conhecer as maravilhas de Sapa.

Fotos Flavia Pires, todos os direitos reservados.

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