A capital do Marrocos é limpa, organizada e centro financeiro do país. Um dia por aqui é suficiente.
Primeiro passamos por Chellah, um sítio arqueológico onde se encontram ruínas da cidade romana de Sala Colonia (90-168 d.C.). Foi abandonada durante vários séculos até que em meados do século XIV os merínidas a escolheram para edificar sua metrópole. Muitas das estruturas de Chellah foram danificadas no terremoto de Lisboa em 1755. Atualmente o local funciona como jardim público e atração turística.
Ícone da capital marroquina, a Torre Hassan começou a ser construída no século XII juntamente com a Mesquita Hassan. A Mesquita pretendia ser a maior do mundo, desbancaria a de Meca e a Grande Mesquita de Samarra no Iraque, mas a sua construção foi abandonada em 1199.


A Mesquita fazia parte do plano do Califa almóada Abu Yusuf Ya’qub al-Mansour de transformar Rabat na sua capital e no símbolo do “do seu poder e da sua fé” e comemorar a sua retumbante vitória sobre os cristão na Batalha de Alarcos. Pretendia-se que seu minarete tivesse mais de 80 metros de altura, e como a mesquita, fosse o maior do mundo, mas não ultrapassou pouco mais de metade do planejado com 44 metros. Construído em arenito vermelho, as obras foram iniciadas em 1184, mas foram interrompidas após a morte de Yakub e nunca foram retomadas. O resto da mesquita também ficou incompleta, tendo apenas sido construídas partes de algumas paredes e erguidas 200 colunas.
O Mausoléu de Mohammed V, onde jaz o mesmo (1909-1961) e seus dois filhos, o Rei Hassan II (1929-1999) pai de Mohammed VI, coroado em 1999 e de Moulay Abdallah, completado em 1971, foi construído na extremidade do recinto da mesquita inacabada oposta à torre.







Seu imponente interior com o belíssimo trabalho de incrustação e mosaicos marroquinos, de uma beleza única.




Além da mesquita, Yakub al-Mansur promoveu outras grandes obras em Rabat, sobretudo de caráter militar, como terminar a construção da Kasbah dos Oudayas, iniciada pelo seu avô Abd al-Mu’min e dotar a cidade de extensas muralhas, que delimitavam uma área que se fosse urbanizada e tivesse espaço para muito mais de 100 000 habitantes, o que esteve muito longe de acontecer até ao século XX, pois após a morte de Yakub, os seus sucessores abandonaram a cidade em favor da mais desenvolvida Salé, situada no outro lado do Rio Bu Regregue.





Caminhando por dentro da Kasbah até a beira do rio há um simpático bar onde pode-se tomar o tradicional chá de menta e apreciar a linda vista!




De lá, fomos almoçar e seguir viagem de mais ou menos 3 horas e meia de carro até a famosa cidade de Fes. As estradas são excelentes, as distâncias nem são tão longas, mas tem limite de velocidade controlado.
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Fotos Flavia Pires Explora, todos os direitos reservados.





