O que ver e fazer em Marrakech

Marrakech é uma fascinante cidade que mistura tradição e modernidade de maneira única! Se você está planejando uma viagem para este destino marroquino vibrante e repleto de cultura, está prestes a embarcar em uma experiência inesquecível. Separei nesse post dicas para um itinerário imperdível, destacando as maravilhas desta cidade exótica.

Jardin Marjorelle

O Jardim Majorelle, um oásis botânico encantador no coração de Marrakech, é uma joia que combina a visão artística do pintor francês Jacques Majorelle com o legado preservado por Yves Saint Laurent e Pierre Bergé. Este jardim, inspirado nos encantadores jardins islâmicos, ocupa cerca de um hectare a noroeste da almedina, oferecendo aos visitantes uma experiência visual e sensorial única. Criado em 1931 pelo artista Jacques Majorelle, o jardim é uma obra viva em movimento, abrigando uma impressionante variedade de cerca de 3.000 espécies botânicas. A arquitetura mourisca e art déco da vivenda de Majorelle, combinada com a modernidade extraordinária inspirada por Le Corbusier, proporciona um cenário magnífico para os visitantes explorarem. A paixão de Majorelle pela botânica é evidente na luxuriante exibição de plantas exóticas e raras que ele coletou em suas viagens ao redor do mundo. O “azul Majorelle”, uma tonalidade única e intensa de azul ultramar/cobalto, que cobre as paredes da vivenda e todo o jardim, é uma marca registrada que acrescenta um toque vibrante à paisagem.

Em 1980, Yves Saint Laurent e Pierre Bergé adquiriram o Jardim Majorelle, salvando-o de um destino incerto. A Villa Oásis, como rebatizaram a vivenda, tornou-se sua residência em Marrakech, enquanto empreendiam esforços significativos para restaurar e preservar o jardim de acordo com a visão original de Jacques Majorelle. O antigo atelier do pintor foi transformado em um museu berbere, exibindo a coleção de arte dos ilustres proprietários. Além de sua beleza natural, o Jardim Majorelle é um testemunho da conexão duradoura entre Yves Saint Laurent e Marrakech. As cinzas do lendário estilista foram dispersas no roseiral da Villa Oásis, e um memorial, composto por uma coluna romana trazida de Tânger, presta homenagem ao seu legado. Hoje, o jardim, empregando cerca de vinte dedicados jardineiros, é um dos destinos turísticos mais visitados de Marrakech, atraindo mais de 600.000 visitantes anualmente.

Museu YSL

A poucos passos do Jardim Majorelle, o Museu Yves Saint Laurent em Marrakech não é apenas um museu, mas sim uma imersão no extraordinário legado do icônico estilista que moldou a moda do século 20. Quinze anos após o último desfile de Yves Saint Laurent no Centro Pompidou e o fechamento da casa de alta costura que leva seu nome, a Fondation Pierre Bergé – Yves Saint Laurent, responsável por preservar e compartilhar essa herança única, inaugura um edifício novo de 4.000 m² dedicado ao mestre da moda. Ao longo de quarenta anos, Yves Saint Laurent não apenas acompanhou a libertação das mulheres, mas definiu um estilo próprio. O museu oferece um espaço permanente de 400m² dedicado à obra do estilista, projetado por Christophe Martin. O museu não é apenas uma retrospectiva estática; é uma experiência dinâmica e imersiva. O cenógrafo Christophe Martin destaca as peças em um ambiente minimalista e preto, enquanto elementos audiovisuais envolventes, como esboços, fotografias, desfiles, filmes e música, proporcionam um diálogo cativante com as peças, revelando o processo criativo do estilista e convidando os visitantes a entrar em seu mundo.

Além de uma retrospectiva dos trabalhos essenciais, como o pea coat, o vestido Mondrian, ‘le smoking’ e a jaqueta safari, a exposição é uma viagem ao coração das influências do designer. Cinquenta peças cuidadosamente escolhidas são exibidas em torno de temas queridos a Yves Saint Laurent, como Masculino-Feminino, Preto, África e Marrocos, Viagens Imaginárias, Jardins e Arte. Essa seleção única proporciona uma interpretação original do trabalho do couturier, revelando peças raramente vistas pelo público.

Praça Jeema el-Fna

A vibrante Praça Jemaa el-Fna, ou Djemaa el Fna, emerge como o coração pulsante da cidade histórica de Marrakech. Localizada na almedina, a parte antiga da cidade, a praça é um ponto de convergência animado que cativa tanto moradores quanto visitantes. Designada como Patrimônio Mundial da UNESCO como parte do sítio Almedina de Marrakech, e reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade desde 2008, sob o título “Espaço cultural da Praça Jemaa el-Fna”. Esta praça é mais do que um simples ponto de encontro – é uma experiência cultural imersiva. O nome intrigante, que pode ser traduzido como “Assembleia dos Mortos”, remonta ao passado sombrio da praça, onde criminosos eram executados, exibindo suas cabeças como um aviso. No entanto, a dualidade da palavra “djemaa”, que também significa mesquita, sugere uma segunda interpretação como “lugar da mesquita desaparecida”, referindo-se a uma antiga mesquita almorávida que foi destruída.

Durante o dia, a praça ganha vida com uma eclética variedade de performances, incluindo saltimbancos, acrobatas, encantadores de serpentes, faquires, engolidores de espadas, músicos, dançarinos e contadores de histórias. À medida que o sol se põe, a atmosfera se transforma com a chegada de barracas de comida típica, criando uma autêntica experiência gastronômica sob as estrelas. A Praça Jemaa el-Fna é, sem dúvida, o epicentro da energia e da cultura de Marrakech, onde a tradição se mistura com a vida contemporânea em um espetáculo cativante que continua a encantar aqueles que a visitam.

Musée de Marrakech

O Museu de Marrakech destaca-se como um testemunho da vibrante herança cultural da cidade. O museu está localizado no coração da cidade. Originalmente construído como um palácio, serviu como residência de dignitários influentes e governantes ao longo das eras. A transformação do museu de uma residência real para uma instituição cultural preservou o patrimônio de Marrakech para as gerações futuras. Não é possível deixar de se maravilhar com os traços arquitetônicos únicos. O edifício mescla harmoniosamente elementos tradicionais marroquinos com influências de diversos estilos arquitetônicos, incluindo islâmico, andaluz e mourisco. Entalhes intricados, deslumbrantes azulejos zellige e ornamentadas estuques decoram o interior e exterior, criando uma atmosfera encantadora. A beleza arquitetônica do museu oferece aos visitantes uma visão da exímia habilidade dos artesãos marroquinos.

O museu apresenta uma ampla gama de exposições que destacam as tradições artísticas e o patrimônio cultural do Marrocos. Desde artefatos antigos e descobertas arqueológicas até obras de arte islâmica, caligrafia, cerâmica, têxteis e criações contemporâneas, as coleções oferecem uma visão abrangente da evolução artística do Marrocos ao longo dos séculos. Os visitantes são cativados pelos detalhes intrincados e pela maestria artesanal exibidos nos corredores do museu.

Palais Bahia

O Palais Bahia, majestosamente enraizado Marrakech, se ergue como uma obra-prima arquitetônica do final do século XIX, destacando-se pelo estilo árabe-andalusino. O palácio ocupa uma vasta área de 8.000 m², com seus 150 quartos distribuídos ao redor de diversos pátios internos. Situado na almedina, a parte antiga da cidade, próximo ao bairro judeu, o Pallais Bahia é aclamado como um dos mais impressionantes da cidade. A sua construção, conduzida entre 1859 e 1873 pelo arquiteto marroquino Almaqui (El Mekki), foi encomendada por Si Mussa, antigo escravo que ascendeu a camareiro-mor do sultão Mulei Haçane. Posteriormente, em 1894, o filho de Si Muça, Amade ibne Muça, ampliou o palácio, adicionando uma mesquita, um balneário (hamame) e uma horta ao complexo. Amade, figura proeminente como camareiro-mor e grão-vizir, foi o regente de facto após a morte do sultão Mulei Haçane, ocultando-a até proclamar o filho deste, Mulei Abdalazize, como sultão.

Ao adentrar o Palais Bahia pelo lado ocidental, os visitantes são recebidos por um pátio com arcadas que conduz a um pequeno riade, uma adição de Amade, ricamente decorado com estuque e madeira de cedro esculpidos. Os corredores e escadarias conduzem a uma intrincada rede de quartos e pátios, refletindo a desorganização comum em palácios construídos e ampliados ao longo do tempo. Após a morte de Amade ibne Muça em 1900, o palácio testemunhou um tumulto, descrito pelo correspondente Walter Harris. Guardas postados fora do palácio aguardavam em silêncio o momento fatídico, após o qual uma pilhagem desenfreada ocorreu, com escravos saqueando e mulheres lutando por joias. O palácio foi esvaziado, e propriedades vastas passaram para o controle do Estado. Durante o Protetorado Francês de Marrocos, o palácio abrigou o residente-geral francês, incluindo o general Hubert Lyautey. Atualmente, pertencente ao Ministério dos Assuntos Culturais do Governo de Marrocos, o Palais Bahia deslumbra visitantes como museu, centro cultural e local para recepções oficiais. Após restaurações recentes, o palácio recupera parte de sua glória, enquanto continua a ser utilizado pela família real marroquina durante os meses de inverno.

Le Jardin Secret

As origens do Le Jardin Secret remontam à segunda metade do século XVI, quando o sultão Saadiano Moulay ‘Abd-Allah iniciou a urbanização do que é agora o distrito de Mouassine. No entanto, como muitos edifícios importantes de Marrakech, o palácio que ocupava os terrenos do Le Jardin Secret foi destruído no final do século XVII, após o declínio da dinastia Saadiana. No século XIX, o kaid al-Hajj Abd-Allah U-Bihi adquiriu a propriedade e, respeitando totalmente o layout do complexo da era Saadiana, construiu um novo palácio. Logo depois, o kaid U-Bihi foi morto com chá envenenado, suspeito de intrigas de poder. A propriedade passou então para o qadi Moulay Mustapha, um grande juiz com estreitos laços com a família real. Em 1912, o palácio foi trocado pelo solar de Fez de al-Hajj Muhammad Loukrissi. Este último, ex-líder da guilda de relojoeiros de Marrakech, tornou-se camareiro do Sultão Moulay ‘Abd-al-Hafiz. Quando o sultão foi exilado em 1912, al-Hajj Muhammad Loukrissi mudou-se para este palácio, onde viveu até sua morte em 1934. A propriedade, então, entrou em um estado de negligência. A ideia de restaurar o complexo e abri-lo ao público surgiu em 2008, e o Le Jardin Secret foi inaugurado oito anos depois, permitindo que os visitantes mergulhem na rica história e beleza deste local singular.

Ao longo dos anos, Le Jardin Secret foi lar de figuras políticas importantes do Marrocos. Graças a uma recente renovação, os visitantes agora podem apreciar plenamente este local que faz parte da grande tradição dos palácios árabe-andaluzes e marroquinos. Os jardins e edifícios destacam-se como exemplos notáveis da arte e arquitetura islâmicas.

Madraça Ali Ben Youssef

A Madraça Ali Ben Youssef é uma histórica escola islâmica construída no século XIV. Por muito tempo, foi a maior escola islâmica do Norte da África e hoje é considerada Patrimônio Mundial da UNESCO. Foi construída pelo sultão Marinida Abu Inan Faris. Inicialmente, foi estabelecida como uma escola religiosa para estudos islâmicos, mas também servia como mesquita e biblioteca. A madraça foi expandida no século XVI pelo sultão Ahmad al-Mansur, que acrescentou um grande pátio e um minarete. No século XVIII, a madraça foi abandonada e entrou em deterioração. No século XIX, foi restaurada pelo sultão Alaouita Moulay Hassan I e reaberta como uma escola islâmica. É um impressionante exemplo da arquitetura marroquina. O edifício é feito de arenito vermelho e é decorado com intrincados padrões geométricos e estuque esculpido. A entrada principal é uma grande arcada que leva a um amplo pátio cercado por dois níveis de galerias com arcos. As galerias são decoradas com azulejos coloridos e estuque esculpido, conduzindo às diversas salas de aula e salões de oração. O minarete também é decorado com entalhes intrincados e tem um domo revestido com azulejos verdes.

Maison de la Photographie

A Maison de la Photographie de Marrakech, uma estrutura privada criada por Hamid Mergani e Patrick Manac’h, está aberta desde 2009. Tem como principal objetivo mostrar a extraordinária diversidade do Marrocos, conforme visto por aqueles, anônimos ou famosos, que o visitam desde os primórdios da fotografia até o período moderno: 1879-1960. Um convite para conhecer melhor o Marrocos. A Maison de la Photographie é, acima de tudo, um arquivo sobre o Marrocos e também uma história de ideias no Marrocos. Construir este arquivo permanece a primeira aventura da Maison. A coleção inclui fotografias, chapas de vidro, postais, jornais, cartões, documentários. Doações enriqueceram o acervo, como a doação de Daniel Chicault, Ana Muller e Jean Pierre Evrad. O local organiza exposições temáticas, tanto na própria localização fixa da Maison quanto em exposições itinerantes em escolas e parcerias com várias instituições culturais.

Spa day

Spa La Mamounia

Para uma experiência luxuosa e rejuvenescedora em Marrakech, recomendo fazer um spa day em um dos renomados hotéis La Mamounia e Royal Mansour. Ambos os spas oferecem um oásis de tranquilidade e sofisticação, proporcionando tratamentos indulgentes que combinam técnicas tradicionais marroquinas com toques modernos de relaxamento. Desfrute de massagens revigorantes, banhos luxuosos e instalações de alto padrão, proporcionando um retiro indulgente em meio à beleza exuberante de Marrakech. Um dia de spa nestes locais icônicos é uma maneira sublime de relaxar e se cuidar durante sua estadia na cidade.

Spa Royal Mansour

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