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Mar da Galiléia Parte 2

Flavia Pires
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Dando continuidade a Primeira Parte sobre a região de Tiberíades e o Mar da Galiléia, começamos o dia seguinte indo conhecer Tzfat ou Safed em hebraico, umas das quatro cidades sagradas do Talmude, ao lado de Jerusalém, Hebron e Tiberíades.Tzfat

Tsfat é conhecida por ser a cidade mais ligada a Filosofia Esotérica da Cabala. Foi no século XVI, que os sábios judeus expulsos da Espanha pela inquisição ali se estabeleceram e criaram a mística entorno desta cidade.Mar da Galiléia 60

Foram fundadas aqui escolas religiosas e diversos intérpretes da Cabala se mudaram para a pequena cidade. Tzfat continua sendo um centro de estudos religiosos judaicos significativo.Tzfat

O antigo Bairro Árabe (que se tornou judeu em 1948) hoje abriga uma grande comunidade artística, motivo pelo qual se chama Bairro dos Artistas. Nas ruas estreitas e nas vielas entre as atraentes casas do local, os artistas expõem suas pinturas e esculturas.TzfatTzfatTzfat

Aproveitamos para conhecer o trabalho lindo do artista Avraham Loewenthal (www.kabbalahart.com) que nos recebeu com muito carinho em sua charmosa galeria.TzfatTzfatTzfat

Nem preciso dizer que nos esbaldamos nas compras de gravuras lindíssimas com significados belíssimos da Cabala!

Saindo dali, fomos almoçar em um Kibutz e conhecer de perto essa instituição israelense que funciona desde 1909, concebido por judeus do Leste europeu. Os princípios do kibutzim em Israel são a autossuficiência e a igualdade, todos trabalham pelo bem comum. Comunidades rurais agrícolas, eles são bastante produtivos e realizam reuniões plenárias próprias para decidir questões comunitárias.kibutzkibutzkibutz

A comida é bem gostosa e fresca, tudo produzido ali mesmo.kibutz

Em Israel, o exército está presente em todos os lados, o tempo todo estamos em contato com os jovens soldados e suas armas, nas ruas, nas lojas, nos restaurantes e até no kibutz….kibutz

Aproveitamos para passear pelas plantações e conhecermos de perto essa comunidade que tanto fez parte do processo de re-colonização pós independência de Israel e que hoje, está em declínio.kibutzkibutzkibutz

As plantações de cerejas são sensacionais, eu nunca tinha visto tanta fartura, tão lindas, carnudas e doces! Um deleite!kibutzkibutzkibutz

Saindo do Kibutz em direção ao Mar da Galiléia, fomos pelas Colinas de Golã, uma região de  conflito histórico muito antigo. Pela estrada, já sentimos um clima de tensão e o exército israelense a postos.GolãGolãGolãGolã

As minas terrestres são assustadoras…estão ao longo de toda a estrada….Golã

Planalto fértil e de elevada altitude, em que predomina o monte Hermon, é fronteira entre Israel, Síria, Jordânia e Líbano. Essa geografia incomum, além de torná-lo estratégico, faz de Golã um lugar de beleza única, vistas incríveis de todos os lados. Paramos na fronteira com a Síria.GolãGolã

Veja o meu dedo apontando para a barreira na fronteira Israel/Síria. Golã

No alto da colina, todo o controle Israelense a postos:Golã

De lá seguimos para as margens do Mar da Galiléia e visitamos o Centro Igal Alon, no Museu da História do Homem na Galiléia, onde está a barca mais antiga encontrada nesta região.Mar da GaliléiaMar da Galiléia Mar da Galiléia

Em 1986, após uma seca que provocou a baixa do nível do lago, dois irmãos do kibutz Guinossar encontraram nas margens do Kineret, a barca da Galiléia. A embarcação, enterrada e protegida pelo limo durante muitos séculos, foi resgatada por arqueólogos e diversos voluntários do órgão responsável pelas antiguedades de Israel, após 11 dias de escavações.Mar da Galiléia

Por causa da fragilidade da madeira, a barca foi levada para uma piscina especial mo museu Igal Alon envolvida em uma mistura de fibra de vidro e espuma de polietileno. A Barca mede 8,20 metros de comprimento por 2,30 de largura e 1,20 de altura. Mar da Galiléia

Pelo seu tamanho, a embarcação comportava cinco tripulantes e usava uma vela ou dois pares de remo. Era usada, pelo que tudo indica, para pesca e como meio de transporte. Foi construída de acordo com os moldes da época com a união das tábuas feitas por encaixe e a ligação delas com a estrutura da barca com pregos de ferro. Doze tipos de madeira foram usados em sua construção.Mar da Galiléia

O grande número de reparos, a reutilização de vigas e grande variedade de tipos de madeira usados no casco, sugerem que a embarcação foi utilizada por longo período e que seu proprietário era de poucos recursos. Por vários critérios, chegou-se a conclusão de que a Barca da Galiléia data do século I e suas características sugerem ser ela do tipo usado tanto pelos discípulos de Jesus, quanto pelos judeus na batalha naval de Midgal contra os romanos no ano 67 d.C.

Aproveitando que já estávamos por ali, aproveitamos para fazermos um passeio de barco e navegar por estas águas que nos contam tantas histórias de tempos remotos…Mar da Galiléia Mar da Galiléia Mar da Galiléia

Assim que entramos na embarcação, o capitão nos homenageou com a bandeira brasileira e escutamos Michel Teló(sucesso inacreditável em Israel) para completar o turismo!Mar da Galiléia

As águas calmas, apesar do vento fresco, me deram uma sensação de paz absoluta…Mar da Galiléia 92 Mar da Galiléia 88Mar da Galiléia

Nosso último dia na Galiléia foi repleto de emoções, cultura, história, guerra e paz…..

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