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Chegando ao Mar da Galiléia

Flavia Pires
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Saindo de Tel Aviv pela manhã, é possível visitar 2 cidades antes de chegar ao Mar da Galiléia.  Nossa primeira parada foi Haifa, situada no litoral mediterrâneo, no sopé do monte Carmelo. Terceira maior cidade de Israel, é um grande polo industrial. Pequeno porto comercial durante a maior parte de sua história, Haifa caiu nas mãos dos cruzados no início do século XII e foi fortificada durante o regime otomano. No final do século XIX, tornou-se refúgio de imigrantes judeus. De 1918 a 1948, esteve sobre o governo britânico na ocupação da Palestina. Hoje é uma cidade laica.

Na beira do centro da cidade, em direção ao bairro de Carmelo Central, encontra-se o mais notável ponto de referência de Haifa, o lindo Santuário Bahaísta, de cúpula dourada.Altivo na encosta do morro, cercado de um jardim extremamente bem-cuidado, é a sede do bahaísmo. Seus seguidores creem que religião alguma tem o monopólio da verdade e almejam reconciliar os ensinamentos de todos os homens santos.O santuário abriga o túmulo de Bab, o arauto de Bahaullá. Figura central do bahaísmo, Bahaullá (1817-92) é considerado por seus discípulos o mais recente mensageiro de Deus.

Saindo dali, fomos visitar o Mosteiro Carmelita Stella Maris nas encostas do monte Carmelo. 

Erguido em um local frequentado havia séculos por eremitas, tornou-se lugar de devoção quando a ordem carmelita foi fundada. A bela igreja é começo do século XIX.

Abaixo do Mosteiro, localiza-se a Gruta de Elias, onde segundo a tradição, o profeta Elias morou e meditou antes de derrotar os pagãos que professavam o culto de Baal no monte Carmelo.

Dali, seguimos para Acre (chamada Akko em hebraico), que depois de Jerusalém abriga a cidade antiga mais charmosa da Terra Santa.

Nasceu no período helenístico, com os cananeus, mas chegou até hoje definida pelos árabes e por seus inimigos cruzados.Depois de conquistar Jerusalém em 1099, os cruzados tomaram Acre e fizeram dela seu porto principal e de ligação com a Europa. Perdida para o exército muçulmano comandado por Saladino, foi reconquistada por Ricardo Primeiro, “Coração de Leão”. Durante a maior parte do século XIII, com Jerusalém sob domínio árabe, Acre foi a principal cidadela dos cruzados.À medida que os cristãos perderam terreno, ela foi a última fortaleza a cair. Acre voltou a florescer sob vários governadores otomanos, um dos quais, Ahmed Pashá el- Jazar, rechaçou a tentativa de invasão de Napoleão Bonaparte em 1979.

Nesta baía, está localizado o famoso Uri Buri, considerado um dos melhores restaurantes de Israel, como sugestão da Latitudes, agência que nos organizou esta incrível viagem, fomos almoçar para conhecer.

O lugar é extremamente simples, a sensação é de que estamos em uma taberna do tempo dos cruzados…

A comida é sensacional, frutos do mar fresquíssimos e receitas locais e tradicionais da região.

Gostei tanto que comprei o livro com direito a autógrafo do simpatissíssimo Uri.

Fomos fazer a digestão deste verdadeiro banquete na Cidade dos Cruzados.

Os governadores otomanos reconstruíram Acre sobre as ruínas da cidade dos cruzados. O nível das ruas da época das cruzadas está cerca de 8m abaixo do atual. Com escavações em parte do terreno, revelo-se a riqueza de detalhes de ruas e prédios dos séculos XII e XIII bem preservados.

Noiva árabe fotografando neste cenário histórico.

Há algumas suntuosas salas góticas dos cavaleiros, feitas à volta do pátio.

Os banheiros da época:

A sul do pátio, havia um amplo refeitório com colunas enormes, no qual há lírios entalhados em dois cantos, indicando que a sobras ocorreram no tempo de Luís VII da França, que chegou a Acre em 1148. É bem provável que outro visitante famoso de Acre, Marco Polo, tenha comido nessa sala. 

Logo na saída da Cidadela, entramos no mais famoso suk, mercado da cidade. Por ruelas estreitas, especiarias, roupas, comidas, souvenirs e tudo o que a sua imaginaçã, olfato e paladar permitir…

Depois deste dia cheio de cultura, história e religiões com tantos contrastes, chegamos ao Mar da Galiléia, mas isso é matéria para um próximo post. Israel é realmente fascinante….

Fotos Flavia Pires, todos os direitos reservados.

 

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