Livros sobre vinhos

Sou uma grande entusiasta pelo mundo dos vinhos. Sempre fui muito envolvida nesse universo, já estudei muito sobre o tema e até já tive uma confraria dedicada a essa paixão. Por isso, um dos temas de livros aos quais eu sempre acabo voltando é exatamente essa bebida tão querida. Para os apaixonados, os entusiastas e curiosos, criei uma lista com meus livros sobre vinhos favoritos.

Vinho e Guerra: os franceses, os nazistas e a batalha pelo maior tesouro da França, de Don e Petie Kladstrup (tradução por Maria Luiza X. de A. Borges)

Numa narrativa de tirar o fôlego, Vinho & guerra acompanha a saga de tradicionais famílias de vinicultores franceses que impediram os nazistas de roubar um de seus símbolos mais genuínos: o vinho. Usando de incríveis artimanhas ― como a construção de paredes com teias de aranha para esconder safras preciosas, sabotagem de trens que transportavam vinho para a Alemanha ―, os produtores de vinho formaram uma espécie de Resistência paralela a fim de proteger a economia da França e preservar um de seus prazeres mais inebriantes e diletos. Baseado em três anos de pesquisas e de entrevistas com testemunhas que sobreviveram a esses fatos, o livro lança luz sobre um capítulo comovente e pouco conhecido da história, prestando tributo a pessoas extraordinárias que, num sentido muito real, salvaram o espírito da França.

Uma breve história do vinho, de Rod Phillips (tradução por Gabriela Máximo)

Uma deliciosa história da bebida sagrada, religiosa, inebriante e sensual que acompanha a humanidade desde as primeiras culturas de uvas em 5.000 a.C.

A história do Romanée Conti, de Maximillian Potter (tradução por George Schlesinger)

Eleito o melhor livro sobre vinhos de 2014 pelo NY Times Quem envenenaria as vinhas do reverenciado vinhedo da Borgonha que produz os mais caros vinhos do mundo, em especial o mítico Romanée-Conti? Em janeiro de 2010, Aubert de Villaine – o cultuado proprietário e diretor desse valioso patrimônio vinícola, de apenas 250.000 metros quadrados, mas onde se concentram seis grand crus das mais finas uvas Pinot Noir – recebeu um bilhete anônimo ameaçando destruir cinco séculos de tradição do mais perfeito terroir, a menos que ele pagasse 1 milhão de euros pelo resgate. E o que parecia de início ser apenas uma brincadeira de mau gosto tornou-se o centro de uma grande e sigilosa operação da polícia francesa a fim de evitar a tragédia. Numa mistura de suspense, thriller policial e narrativa histórica, o jornalista americano Maximillian Potter revela os bastidores dessa trama ousada e sem precedentes, tendo como pano de fundo a trajetória do lendário vinhedo – desde as origens da viticultura na Borgonha, com a chegada dos monges beneditinos ao local; passando pelas intrigas da corte de Luís XV pré-Revolução, em meio ao embate entre Madame Pompadour, a amante do rei, e o príncipe de Conti, que fez de tudo para arrematar as terras do domaine; e culminando na saga de superação da família De Villaine, que séculos depois levou adiante a qualidade do Romanée-Conti, o vinho mais admirado e cobiçado do mundo.

O vinho mais caro da história: frande e mistério no mundo dos bilionários, de Benjamin Wallace (tradução por Maria Luiza X. de A. Borges)

Best-seller New York Times Em 1985, num disputado leilão promovido pela Christie’s de Londres, uma garrafa de bordeaux Château Lafite de 1787 foi arrematada num lance de 156 mil dólares por um membro da família Forbes. Foi a garrafa de vinho mais cara da história. Ela provinha de um esconderijo descoberto numa adega murada em Paris, e supostamente pertencera a Thomas Jefferson, terceiro presidente dos Estados Unidos. O responsável pelo fantástico achado era Hardy Rodenstock, um empresário de bandas de música pop convertido em colecionador de vinhos, que parecia ter um talento especial para encontrar exemplares raros e requintados. Logo, porém, começaram os rumores. Por que Rodenstock se recusava a revelar onde a garrafa fora encontrada? Seria ela parte de um estoque nazista contrabandeado? Uma história cheia de suspense e mistérios. Para prender o leitor da primeira à última página.

A viúva Clicquot: a história de um imério do champanhe e da mulher que o construiu, de Tillar J. Mazzeo (tradução por Angela Lobo)

A história da fundadora de uma das casas de champanhe mais famosas do mundo é contada em A Viúva Clicquot. Graças a um extenso trabalho de pesquisa, a autora Tilar J. Mazzeo nos mostra que, nos séculos XVIII e XIX, Barbe-Nicole Clicquot Ponsardin foi uma das primeiras mulheres a liderar um império comercial internacional, sob a marca Veuve Clicquot. Sem medo de arriscar a própria independência financeira, ela fez do produto que vendia um sinônimo de luxo e tornou-se uma lenda na França. Filha de um rico comerciante, Barbe-Nicole testemunhou, ainda criança, a Revolução Francesa. Criada para ser esposa e mãe, ela não tinha o menor conhecimento do mercado de vinhos, já que o dinheiro da família era proveniente da indústria têxtil. Sua entrada no ramo da vinicultura viria graças ao casamento com François Clicquot, cujo pai, que também fizera fortuna na área de tecelagem, resolvera investir no comércio de bebidas. Viúva aos 27 anos, com uma filha pequena e sem qualquer formação empresarial, Barbe-Nicole assumiu o controle da vinícola do marido. Em meio ao caos das guerras do período napoleônico, a jovem levou pouco mais de uma década para transformar uma pequena empresa familiar em um grande negócio, superando períodos de crise e firmando-se como uma das mulheres mais ricas e bem-sucedidas de seu tempo. Audaciosa nos negócios, ela concentrou seus esforços no desafio de comandar uma companhia de bebidas em tempos turbulentos, entrando para a História como a figura empreendedora que abriu horizontes para as mulheres no mundo dos negócios e mudou a vinicultura francesa, forçando todos os que a cercavam a reconsiderarem os estereótipos de gênero da época.

Champagne: como o mais sofisticado dos vinhos venceu a guerra em tempos difíceis, de Don e Petie Kladstrup (tradução por Marina Slade Oliveira)

Em uma narrativa emocionante, Don e Petie Kladstrup – autores do best-seller internacional Vinho & guerra – envolvem o leitor na surpreendente saga do champanhe, o vinho mais sofisticado do mundo. Associado ao glamour, à amizade e a grandes celebrações, ele oculta uma história de sofrimento e coragem. No livro, o leitor descobre que, por trás das finas taças de cristal e do líquido claro e borbulhante, escondem-se exemplos de coragem e auto-superação na luta contra pragas, catástrofes climáticas, guerras e invasões. Desde a violenta invasão de Átila, rei dos hunos, à barbárie da Segunda Guerra Mundial, os autores revivem a trajetória do champanhe e da região onde ele é produzido. No caminho, apresentam personagens admiráveis, como o humilde monge considerado o pai do champanhe, Dom Pérignon, e os donos de casas famosas, como Pommery e Moët & Chandon, Mumm e Veuve Clicquot, que ao longo do tempo souberam descobrir saídas ardilosas para situações inusitadas. Resultado de muita pesquisa e de longas entrevistas com os participantes dessa inesquecível história, esse livro certamente trará um novo gosto ao champanhe!

Bordeaux e Seus Grands Crus Classés, de Leonardo Liporone Baruki

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