Uma das minhas atividades de lazer favoritas é a leitura. Adoro aproveitar meu tempo livre para aprender, absorver conhecimento e admirar o trabalho de pessoas extraordinárias. Acredito que uma maneira de crescer é beber de fontes que inspiram, e por isso separei uma lista com 10 livros sobre mulheres inspiradoras que recomendo para quem quer admirar histórias incríveis.
Minha História, de Michelle Obama (tradução por Débora Landsberg, Denise Bottmann e Renato Marques)
Com uma vida repleta de realizações significativas, Michelle Obama se consolidou como uma das mulheres mais icônicas e cativantes de nosso tempo. Como primeira-dama dos Estados Unidos — a primeira afro-americana a ocupar essa posição —, ela ajudou a criar a mais acolhedora e inclusiva Casa Branca da história. Ao mesmo tempo, se posicionou como uma poderosa porta-voz das mulheres e meninas nos Estados Unidos e ao redor do mundo, mudando drasticamente a forma como as famílias levam suas vidas em busca de um modelo mais saudável e ativo, e se posicionando ao lado de seu marido durante os anos em que Obama presidiu os Estados Unidos em alguns dos momentos mais angustiantes da história do país. Ao longo do caminho, ela nos ensinou alguns passos de dança, arrasou no Carpool Karaoke e criou duas filhas responsáveis e centradas, apesar do impiedoso olhar da mídia. Em suas memórias, um trabalho de profunda reflexão e com uma narrativa envolvente, Michelle Obama convida os leitores a conhecer seu mundo, recontando as experiências que a moldaram — da infância na região de South Side, em Chicago, e os seus anos como executiva tentando equilibrar as demandas da maternidade e do trabalho, ao período em que passou no endereço mais famoso do mundo. Com honestidade e uma inteligência aguçada, ela descreve seus triunfos e suas decepções, tanto públicas quanto privadas, e conta toda a sua história, conforme a viveu — em suas próprias palavras e em seus próprios termos. Reconfortante, sábio e revelador, Minha história traz um relato íntimo e singular, de uma mulher com alma e consistência que desafiou constantemente as expectativas — e cuja história nos inspira a fazer o mesmo.
A Trança, de Laetitia Colombani (tradução por Dorothée de Bruchard)
Smita é uma intocável, membro do grupo abaixo da casta mais inferior da Índia. Seu grande sonho é ver a filha escapar da condição miserável em que vivem e ter acesso à educação formal. Na Sicília, Giulia trabalha como ajudante na oficina do pai. Mas, quando ele sofre um acidente e ela precisa assumir o comando, logo percebe que o negócio está à beira da ruína. No Canadá, Sarah é uma advogada renomada. Quando está prestes a ser promovida a chefe no escritório em que trabalha, descobre estar gravemente doente. Sem saber que estão conectadas por suas questões mais íntimas, Smita, Giulia e Sarah recusam o destino que lhes está reservado e decidem lutar contra ele. Vibrantes, suas histórias remontam a uma imensa gama de emoções muito familiares e que, por isso, tecem uma trama que fala sobre dois aspectos essenciais de nossas vidas: esperança e solidariedade.
Mrs. Kennedy, de Barbara Leaming
Para quem lê também em inglês, essa é uma ótima recomendação. Com base em material ultrassecreto recentemente divulgado, bem como relatos reveladores de testemunhas oculares, registros do Serviço Secreto e cartas pessoais de Jacqueline Kennedy, a biógrafa best-seller Barbara Leaming responde à pergunta: como foi ser a primeira dama durante os dramáticos mil dias de presidência de Kennedy? Brilhantemente pesquisada, a crônica comovente e poderosa de Leaming ilumina o tumultuado dia-a-dia de uma mulher que entrou na Casa Branca aos trinta e um anos, sete anos em um casamento complexo e conturbado, e saiu aos trinta e quatro após o assassinato de seu marido. Revelando a história completa da interação entre sexo e política em Washington, Mrs. Kennedy desafia indelevelmente a visão dessa mulher fascinante e traz uma nova perspectiva para seu papel crucial na presidência de Kennedy.
O fio da trama, de Alessandra Blocker e Consuelo Blocker
Frida, de Hayden Herrera (tradução por Renato Marques)
Todo mundo conhece Frida Kahlo, cuja imagem, de olhar complexo sob sobrancelhas espessas, cabelos negros e roupas coloridas, é quase tão difundida quanto a de Che Guevara. Todo mundo sabe que sofreu um gravíssimo acidente na juventude, que foi casada com o grande muralista Diego Rivera, e que foi amante de Leon Trotsky. Todo mundo sabe que tinha ideias radicais em política e hábitos modernos na vida, que pintava de modo radicalmente pessoal, e que teve uma existência tão tumultuada quanto o século XX em que viveu. O que poucos sabem é que tudo o que quase todo mundo sabe sobre Frida Kahlo está longe de resumir sua vida, ou de revelar a mulher por trás do ícone da arte latino-americana moderna. Finalmente traduzida para o português, Frida – a biografia foi um dos grandes impulsionadores do revival da artista nos Estados Unidos e em todo o mundo a partir de 1983. Como sintetizou a crítica, “Por meio de sua arte, Kahlo fez de si mesma uma artista e um ícone; por meio desta biografia, ganhou também dimensão humana”. Escrito por Hayden Herrera, reconhecida historiadora da arte, o livro traz, além da intimidade da história de Frida, detalhadas descrições e interpretações dos quadros de Kahlo, escritas com o rigor e a acuidade de uma especialista, mas também com a clareza, a fluidez e a sedução de uma amante dessa arte.
Tudo é rio, de Carla Madeira
Tudo é rio é o livro de estreia de Carla Madeira. Com uma narrativa madura, precisa e ao mesmo tempo delicada e poética, o romance narra a história do casal Dalva e Venâncio, que tem a vida transformada após uma perda trágica, resultado do ciúme doentio do marido, e de Lucy, a prostituta mais depravada e cobiçada da cidade, que entra no caminho deles, formando um triângulo amoroso.
O sári vermelho, de Javier Moro (tradução por Sandra Martha Dolinsky)
Após o sucesso avassalador de Paixão Índia, Javier Moro, pesquisador incansável e grande narrador, romanceia agora a história verídica de uma européia que enfrentou um mundo complicado e perigoso, envolvida nas intrigas de uma família tão rejeitada quanto admirada, e nos leva a uma Índia fascinante e turbulenta, em permanente processo de mudança. Seu romance anterior, Paixão Índia, já cativou um milhão de leitores. Em 1965, Sonia Maino, uma estudante italiana de 19 anos, conhece em Cambridge um jovem indiano chamado Rajiv Ghandi. Ela é filha de uma família humilde de Turim; ele pertence à estirpe mais poderosa da Índia. É o início de uma história de amor que nem mesmo a morte será capaz de quebrar. Por amor, a italiana abandona seu mundo e seu passado para fundir-se com seu novo país, a Índia prodigiosa que adora 20 milhões de divindades, fala oitocentos idiomas e que vota em quinhentos partidos políticos. Sua coragem, honestidade e sua entrega acabarão transformando-a em uma deusa aos olhos de um sexto da humanidade.
Catarina, A Grande, de Robert K. Massie (tradução por Angela Lobo de Andrade)
Uma obscura princesa alemã é levada para a Rússia aos 14 anos de idade para casar-se com Pedro III, herdeiro do trono. Prisioneira de um casamento infeliz, Catarina conduz um golpe que irá depor o marido, além de levá-la à coroação, dando o primeiro passo para entrar na história como uma das mais poderosas e marcantes personalidades femininas de todos os tempos. Dona de uma mente brilhante e de uma curiosidade insaciável, Catarina governou por 34 anos, desvendando os mistérios e intrigas da corte. Grande leitora dos pensadores iluministas, manteve uma correspondência com Voltaire e buscou pôr em prática os ideais de um despotismo benevolente, como pregava Montesquieu. Enfrentou rebeliões domésticas, guerras e as mudanças políticas que culminaram na Revolução Francesa. Catarina foi determinante na modernização do império russo, na promoção das artes, no ensino e no alargamento de fronteiras. Sua família, amigos, damas de companhia, inimigos e diversos amantes são vivamente retratados nesta biografia, assim como as amarguras do casamento com Pedro, mais interessado em brinquedos e fardas do que na mulher, que por nove anos permaneceu intocada por ele. Historiador e pesquisador, Robert K. Massie soma anos de dedicação à história russa. Famoso pela biografia de Nicolau e Alexandra, os últimos Romanov, neste livro ele revela passagens dos diários e de cartas da czarina, pintando um retrato fascinante de Catarina, a Grande.
A viúva Clicquot, de Tilar J. Mazzeo (tradução por Angela Lobo de Andrade)
A história da fundadora de uma das casas de champanhe mais famosas do mundo é contada em A Viúva Clicquot. Graças a um extenso trabalho de pesquisa, a autora Tilar J. Mazzeo nos mostra que, nos séculos XVIII e XIX, Barbe-Nicole Clicquot Ponsardin foi uma das primeiras mulheres a liderar um império comercial internacional, sob a marca Veuve Clicquot. Sem medo de arriscar a própria independência financeira, ela fez do produto que vendia um sinônimo de luxo e tornou-se uma lenda na França. Filha de um rico comerciante, Barbe-Nicole testemunhou, ainda criança, a Revolução Francesa. Criada para ser esposa e mãe, ela não tinha o menor conhecimento do mercado de vinhos, já que o dinheiro da família era proveniente da indústria têxtil. Sua entrada no ramo da vinicultura viria graças ao casamento com François Clicquot, cujo pai, que também fizera fortuna na área de tecelagem, resolvera investir no comércio de bebidas. Viúva aos 27 anos, com uma filha pequena e sem qualquer formação empresarial, Barbe-Nicole assumiu o controle da vinícola do marido. Em meio ao caos das guerras do período napoleônico, a jovem levou pouco mais de uma década para transformar uma pequena empresa familiar em um grande negócio, superando períodos de crise e firmando-se como uma das mulheres mais ricas e bem-sucedidas de seu tempo. Audaciosa nos negócios, ela concentrou seus esforços no desafio de comandar uma companhia de bebidas em tempos turbulentos, entrando para a História como a figura empreendedora que abriu horizontes para as mulheres no mundo dos negócios e mudou a vinicultura francesa, forçando todos os que a cercavam a reconsiderarem os estereótipos de gênero da época.
As irmãs Romanov, de Helen Rappaport (tradução por Cássio de Arantes Leite)
Em 17 de julho de 1918, quatro jovens mulheres desceram 32 degraus até o porão de uma casa em Ecaterimburgo, na Rússia. A mais velha tinha 22 anos e a mais nova, apenas dezessete. Junto com os pais e o irmão de treze anos, foram cruelmente assassinadas. Seus crimes: serem filhas do último tsar da Rússia. Muita coisa foi escrita sobre Nicolau II, sua mulher Alexandra e o trágico destino da família imperial, como também sobre a Revolução Russa de 1917, mas pouco se disse sobre o drama das princesas Romanov, que sempre foram vistas como personagens secundárias dessa trama. Em As irmãs Romanov, no entanto, a aclamada biógrafa Helen Rappaport traz a história delas para o centro da narrativa e oferece aos leitores o mais completo relato da vida das grã-duquesas Olga, Tatiana, Maria e Anastácia. Tendo por base as cartas e os diários das jovens e em fontes primárias nunca antes examinadas, Rappaport desenha um quadro vívido das irmãs nos últimos dias da dinastia Romanov. Seguimos as grã-duquesas desde o nascimento, passando pela infância superprotegida, até os anos de juventude ― as primeiras paixões, os sonhos, a dificuldade de lidar com um irmão hemofílico e uma mãe cronicamente inválida ― e, por fim, o trauma da Revolução e suas terríveis consequências. Com um texto instigante, baseado em uma pesquisa meticulosa, As irmãs Romanov dá voz a essas quatro jovens e é capaz de comover leitores um século depois de suas mortes trágicas e prematuras.
















